A acne é uma condição de pele bastante comum que se manifesta através do surgimento de lesões como cravos e espinhas.
Para algumas pessoas, a forma leve de acne aparece apenas em momentos isolados, com poucas espinhas. Já outras enfrentam quadros mais graves, nos quais grandes extensões do rosto e até do corpo são comprometidas.
Nos homens, a acne costuma ser mais intensa, enquanto nas mulheres ela tem maior chance de se tornar um problema contínuo. A faixa etária mais atingida é a dos 16 aos 18 anos. Além disso, quem tem a pele naturalmente oleosa também apresenta maior propensão ao problema.
A acne pode abalar a forma como você enxerga a própria aparência e, com isso, levar a uma baixa autoestima.
Existem três níveis de gravidade: leve, moderada e grave. Na acne leve, as lesões ficam restritas à zona T do rosto. Já a acne moderada pode se espalhar por outras regiões do corpo, como costas e ombros. Por fim, a acne grave tem o potencial de deixar cicatrizes permanentes na pele.
Existem diferentes tipos de acne:
Os sintomas da acne incluem:
Esses sinais aparecem com mais frequência no rosto, mas a acne também pode afetar: costas, peito, ombros ou ate mesmo o pescoço.
É importante saber que espinhas ou cravos ocasionais não são considerados acne apenas quando há um quadro recorrente e persistente.
A acne pode ser desencadeada por diferentes fatores.
Basicamente, a acne é causada pelo acúmulo de células mortas da pele e oleosidade. Esse excesso forma uma espinha ou nódulo na pele. Quando os poros ficam obstruídos, bactérias podem se proliferar, causando inflamação e vermelhidão.
Os hormônios andrógenos também podem aumentar a produção de oleosidade na pele. Porém, níveis mais altos desses hormônios só provocam acne em uma minoria de adultos, como em pessoas com síndrome do ovário policístico (SOP). Os níveis hormonais também sobem naturalmente durante a puberdade, afetando adolescentes e adultos jovens.
Existem outros fatores que podem desencadear ou piorar a acne, como:
É importante deixar claro que a acne não é causada por falta de higiene, e a comida dificilmente é uma causa comum do problema. Saiba mais em mitos sobre acne
Para diagnosticar a acne, o médico começa com algo bem simples: ele examina a sua pele à procura dos sinais característicos cravos, espinhas, vermelhidão, nódulos ou lesões císticas. Na maioria dos casos, só olhando já dá para saber o que é.
Mas tem situações em que a acne pode ser um sinal de alguma alteração hormonal por trás. Por isso, às vezes o médico pede um exame de sangue para verificar seus níveis hormonais. Isso ajuda a descobrir se o problema vem de dentro para fora (como na síndrome do ovário policístico, por exemplo).
O tratamento da acne é, geralmente, eficaz e consegue resolver as lesões e melhorar bastante a autoestima do paciente. O ideal é começar o tratamento o mais cedo possível, justamente para evitar cicatrizes inestéticas ou desfigurantes aquelas marcas que depois são muito difíceis de corrigir. É importante saber que o tratamento costuma ser prolongado: os primeiros resultados aparecem só depois de um ou dois meses.
Cada caso é um caso. O tratamento deve ser individualizado, levando em conta a gravidade da acne, o tipo de lesões e a tolerância da pessoa. As principais opções terapêuticas incluem:
Vale um alerta: muitos tratamentos disponíveis podem causar efeitos colaterais. Por isso, é fundamental que o dermatologista defina a opção mais adequada para cada pessoa. Quanto aos tratamentos caseiros ou “remédios naturais”, a realidade é uma só: não têm validade científica comprovada no combate à acne.
Não dá para evitar a acne por completo, principalmente nas fases de mudanças hormonais (como adolescência, TPM, gravidez ou menopausa). Mas você pode reduzir bastante o risco de ter surtos seguindo alguns hábitos simples no dia a dia:
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