Você provavelmente já ouviu alguém dizer: “Pessoas negras não precisam se preocupar com câncer de pele. A pele escura protege contra o sol.”
Esse tipo de afirmação é comum até mesmo em consultórios médicos e está longe de ser inofensivo. A crença de que a melanina funciona como uma blindagem total contra os raios solares faz com que muitas pessoas de pele negra ignorem manchas, negligenciem o protetor solar e nunca passem por um exame dermatológico.
Mas será que isso é verdade? Será que ter pele escura realmente elimina qualquer risco de desenvolver tumores na pele?
A resposta para “Pessoas negras podem ter câncer de pele?” não é tão simples quanto parece. E o que você vai descobrir agora pode salvar vidas.
Continue lendo para entender por que esse mito é perigoso, quais os tipos de câncer de pele mais comuns em peles negras e os sinais que você não pode ignorar.
Sim, pessoas negras podem desenvolver câncer de pele sim. Independentemente de raça ou etnia, qualquer pessoa está exposta aos mesmos fatores de risco ambientais, como os raios ultravioleta (UV) do sol.
No entanto, os dados mostram que o câncer de pele em pessoas negras é menos frequente do que em pessoas brancas. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), em 2021 (dado mais recente disponível), ocorreu 1 caso de melanoma por 100 mil pessoas negras, contra 30 casos por 100 mil pessoas brancas.
Ou seja: o melanoma é 30 vezes mais comum em pele branca. Mas isso não significa zero risco para a pele negra.
Para entender por que pessoas negras têm menos cahnces de ter câncer de pele, é preciso conhecer um pouco da biologia da pele.
Toda pele contém um pigmento chamado melanina. No entanto, em comparação com a pele clara, a pele escura tem uma quantidade maior de melanina.
Essa maior concentração de melanina consegue absorver mais raios UV provenientes do sol, ajudando a proteger as células da pele contra danos. Esse nível de proteção não está presente na pele clara, o que a torna mais vulnerável aos efeitos nocivos da radiação solar.
Você já deve ter se perguntado: por que pessoas negras têm menos câncer de pele? A resposta está na biologia da pele.
Toda pele humana contém um pigmento chamado melanina. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina. E essa melanina extra atua como um filtro natural: ela absorve boa parte dos raios ultravioleta (UV) do sol, protegendo as células da pele contra danos no DNA.
Na pele clara, há menos melanina. Por isso, os raios UV penetram mais facilmente e causam mutações que podem levar ao câncer
Aqui está o ponto mais grave. Como o câncer de pele é menos comum em pessoas negras, muitos acreditam que o risco é quase zero. Isso faz com que não procurem ajuda médica ao notar uma mancha estranha ou uma ferida que não cicatriza.
Um estudo de 2018, que avaliou o conhecimento sobre câncer de pele em pessoas negras e latinas, trouxe resultados preocupantes:
E a consequência? Muitas vezes, pessoas negras só descobrem o câncer de pele quando ele já está em estágio avançado.
A Academia Americana de Dermatologia (AAD) revela que:
Receber o diagnóstico nessa fase torna o tratamento muito mais difícil e reduz as chances de cura.
O principal sintoma do câncer de pele é uma alteração em alguma área da pele. Isso parece vago, mas vamos detalhar características específicas que você deve observar em peles negras e morenas.
Nem todos os cânceres de pele são iguais. Uma área suspeita pode ter uma, algumas ou todas as características listadas abaixo. O mais importante: se você notar algo estranho, marque uma consulta com um dermatologista o quanto antes. Só um profissional pode avaliar se aquela mancha é ou não um câncer de pele.
O local da mancha importa? Sim
Em geral, o câncer de pele costuma aparecer em áreas do corpo que ficam mais expostas ao sol, como, rosto, orelhas, couro cabeludo, peito, braços e mãos.
No entanto, quando falamos de câncer de pele em pessoas negras, existe uma tendência a surgir em locais pouco ou nunca expostos ao sol. Fique especialmente atento a: planta dos pés, parte inferior das pernas, palmas das mãos, debaixo das unhas dos dedos das mãos ou dos pés, virilha
Uma área com câncer pode ter cor diferente da pele ao redor – geralmente mais escura. Em peles negras e morenas, essa coloração pode se apresentar como:
Outro sinal de alerta: distribuição irregular da cor. Uma pinta ou mancha cancerosa geralmente não tem cor uniforme – algumas partes são mais escuras, outras mais claras.
Eis na tabela a seguir alguns sinais de alerta:
| Característica | O que observar |
|---|---|
| Localização | Plantas dos pés, palmas, unhas, pernas, virilha |
| Cor | Marrom escuro, roxo, cinza, preto – com distribuição irregular |
| Forma | Assimétrica, borda irregular/serrilhada |
| Tamanho | Maior que uma ervilha (6 mm) |
| Sangramento | Ferida que sangra ou não cicatriza |
| Textura | Área seca, escamosa, áspera ou crostosa |
| Evolução | Aumenta, muda de cor ou forma com o tempo |
Embora a melanina ofereça uma proteção natural contra os raios UV, ela não é 100% eficaz e alguns tipos de câncer de pele em negros (como o melanoma acral lentiginoso) nem dependem da exposição solar. Mesmo assim, adotar hábitos de proteção ajuda a prevenir os tipos mais comuns e a manter a pele saudável.
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