Trombose é um problema que acontece na circulação do sangue. Ela ocorre quando se formam coágulos que são como “grumos” ou “bolinhas” de sangue dentro de uma veia ou artéria.
As partes do corpo que ficam depois do bloqueio não recebem sangue e, sem sangue, também não recebem oxigênio.
E por que o oxigênio é tão importante? Porque ele é levado pelo sangue para todas as células do nosso corpo. Se uma célula fica sem oxigênio por muito tempo, ela morre.
Por isso a trombose é séria: ela pode destruir tecidos e até colocar a vida em risco. Por isso, precisa de atendimento médico urgente.
Saber como identificar a trombose pode salvar vidas. Os sintomas nem sempre são iguais, mas existem sinais bem comuns. Confira abaixo os principais sintomas de trombose e o que sentir em cada um.
O sinal mais comum de trombose é a dor. Ela pode parecer uma pressão forte ou uma dor latejante. Além disso, é normal sentir dormência e formigamento na região afetada (geralmente uma perna).
Outro sintoma clássico: a dor ao toque. Mesmo que você não sinta incômodo durante o dia, ao pressionar levemente a área do trombo, a dor aparece. Isso é um grande alerta para trombose.
A trombose pode deixar a pele rígida e brilhante, como se estivesse esticada. Dá para perceber tanto olhando quanto pelo desconforto que causa.
O inchaço na perna é um dos sinais mais visíveis de trombose. Como o sangue fica acumulado, a região afetada incha. Uma dica prática: compare as duas pernas ou braços. A trombose costuma afetar apenas um lado do corpo.
A inflamação e o sangue represado fazem a área ficar mais quente do que o normal. Coloque a mão na perna dolorida e na outra perna: se uma estiver visivelmente mais quente, isso é um sintoma de trombose venosa importante.
Por fim, a coloração da pele muda. O acúmulo de sangue pode deixar a região bem avermelhada ou até arroxeada, dependendo da gravidade. Fique atento a essa alteração na pele por trombose.
Vamos separar por tipo: trombose venosa (nas veias) e trombose arterial (nas artérias).
Doenças que afetam as veias como varizes ou insuficiência venosa.
As causas da trombose em veias mais comuns são:
Já no caso de um trombo nas artérias, as causas mais frequentes incluem:
Os sintomas da trombose mudam conforme o local onde o coágulo se aloja. Por isso, é importante saber quais são os principais tipos de trombose e o que sentir em cada um.
O tipo mais frequente é aquele que atinge as veias profundas das pernas, chamado tecnicamente de trombose venosa profunda. Nesse caso, o coágulo bloqueia o retorno do sangue das pernas para o coração. O resultado é um inchaço que geralmente aparece em apenas uma das pernas, acompanhado de vermelhidão e uma sensação nítida de calor na região.
Muitas pessoas descrevem uma dor que lembra uma cãibra fortíssima, mas que não melhora com alongamento. Com o passar dos dias, a pele pode ficar dura e brilhante, e a área abaixo do joelho perde a coloração normal. É o tipo mais comum, mas não o único.
Quando o problema acontece em uma artéria e não em uma veia estamos diante da trombose arterial. As artérias levam sangue rico em oxigênio para os tecidos, então um bloqueio ali é ainda mais urgente. Os sintomas dependem de qual artéria foi atingida.
Se for uma artéria do coração, a pessoa sente uma dor forte no peito que pode se espalhar para o braço esquerdo, além de falta de ar e suor frio: é o infarto. Se for uma artéria do cérebro, os sinais incluem boca torta, fraqueza em apenas um lado do corpo e dificuldade para falar: é o AVC isquêmico. Se for em um braço ou perna, o membro fica gelado, pálido e dolorido, perdendo rapidamente os movimentos.
A Trombose Cerebral, embora seja um subtipo da arterial, merece atenção especial por conta da gravidade. Ela nada mais é do que a formação de um coágulo dentro de uma das artérias que irrigam o cérebro.
Os sintomas são clássicos e todo mundo deveria saber reconhecer: formigamento ou paralisia de um lado do rosto ou do corpo, a boca que entorta ao tentar sorrir, a fala que sai enrolada e a visão que fica embaçada de repente. Nesses casos, cada minuto conta, pois o tecido cerebral começa a morrer rapidamente sem oxigênio.
Outro cenário perigoso é a trombose pulmonar, que quase sempre começa em outro lugar do corpo geralmente na perna. O coágulo se solta da veia onde se formou, viaja pela corrente sanguínea e vai parar nos pulmões. Aí surge uma falta de ar súbita que não melhora com repouso, acompanhada de dor no peito que piora quando a pessoa respira fundo. Muitos também têm tosse seca ou com um pouco de sangue, além de um cansaço extremo que parece vir do nada. Esse é o tipo mais imprevisível, porque o coágulo pode se desprender horas ou dias depois dos primeiros sintomas na perna.
É importante também diferenciar o momento do coágulo. Na trombose aguda, o coágulo acabou de se formar e ainda está mole, com alto risco de se deslocar. Os sintomas são intensos e repentinos. Já na trombose crônica, o coágulo tem mais de um mês de existência e já endureceu, criando cicatrizes na parede da veia. O inchaço não desaparece completamente mesmo com tratamento, a pele da perna escurece e fica grossa, e pequenas feridas podem surgir perto do tornozelo. Esse quadro não costuma matar, mas compromete seriamente a qualidade de vida.
Se há suspeita de trombose, o médico começa avaliando o histórico de saúde do paciente e realizando um exame físico. A partir daí, um ou mais exames podem ser solicitados, dependendo dos sintomas e da localização suspeita do coágulo.
É geralmente o primeiro exame solicitado. Indolor e não invasivo, utiliza ondas sonoras para avaliar o fluxo sanguíneo em veias e artérias, identificando possíveis bloqueios causados por coágulos especialmente nas pernas.
Permitem avaliar a capacidade de coagulação do sangue. Um dos marcadores mais utilizados é o D-dímero, que pode indicar a presença de atividade anormal de coagulação no organismo.
Um contraste é injetado nas veias e radiografias são tiradas para mapear o fluxo sanguíneo e detectar coágulos. Esse exame é indicado quando o ultrassom não é suficiente para fechar o diagnóstico.
Esses exames de imagem oferecem uma visão detalhada dos vasos sanguíneos e dos tecidos ao redor. A escolha entre eles depende da localização do coágulo e do tipo de trombose suspeita.
Utiliza um contraste para examinar os vasos sanguíneos em detalhe. É indicada em casos mais complexos, onde é necessária uma análise precisa do sistema vascular.
A boa notícia é que a trombose pode ser prevenida na maioria dos casos. Mesmo que exista um fator genético envolvido, você consegue reduzir bastante o risco adotando hábitos saudáveis no dia a dia.
Ficar muito tempo parado é um dos maiores vilões. Levante-se para tomar água, ir ao banheiro ou apenas esticar as pernas. Movimentar-se previne a trombose porque ajuda o sangue a circular.
Depois de uma operação, volte a se movimentar assim que o médico liberar. Quanto mais cedo você se levanta, menor o risco de trombose venosa.
Em avião, ônibus ou carro, faça pequenos exercícios: mova os pés para cima e para baixo, gire os tornozelos, levante-se a cada 1 ou 2 horas. Isso evita a formação de coágulos durante viagens.
O cigarro prejudica a circulação e aumenta as chances de coágulos. Parar de fumar é uma das melhores formas de prevenir a trombose.
Estar acima do peso sobrecarrega as veias. Com alimentação equilibrada e exercícios físicos, você reduz o risco. Tente pelo menos 30 minutos de atividade por dia.
Diabetes, pressão alta e colesterol alto aumentam o risco de trombose. Tome os medicamentos para pressão e colesterol conforme orientação médica. Em alguns casos, o médico pode receitar remédios anticoagulantes (que afinam o sangue).
Se você tem varizes, use meias elásticas de compressão elas ajudam a evitar coágulos nas veias das pernas.
Cada pessoa reage de um jeito à trombose. Por isso, o médico escolhe o tratamento para trombose de acordo com o tipo de coágulo, onde ele está e a gravidade do caso. As opções incluem desde medicamentos até cirurgias.
Os anticoagulantes (como rivaroxabana, enoxaparina e varfarina) não destroem o coágulo já formado, mas impedem que ele aumente e que surjam novos trombos. Já os antiagregantes (como o AAS) são mais usados em tromboses arteriais por exemplo, após um infarto ou AVC.
Quando a trombose ameaça a vida como num infarto do coração ou num AVC os médicos usam medicamentos trombolíticos. Eles dissolvem o coágulo rapidamente, desobstruindo o vaso em minutos. Mas atenção: só são usados em emergências, pois aumentam o risco de sangramento.
Uma das formas mais diretas de resolver a trombose é a trombectomia: o cirurgião acessa o vaso doente e remove o trombo. Pode ser feita por cirurgia aberta ou por métodos minimamente invasivos (com pequenos cortes e cateteres). É indicada principalmente para coágulos grandes ou que não respondem bem aos remédios.
Se a trombose já causou problemas como úlcera na perna (síndrome pós-trombótica) ou insuficiência cardíaca (após embolia pulmonar grave), o paciente pode precisar de tratamentos extras curativos especiais, fisioterapia, remédios para o coração. O médico explica o que é necessário em cada caso.
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