Casal Soropositivo Pode Fazer Sexo Sem Camisinha? Entenda os Riscos

Quando os dois parceiros são seropositivos, é normal surgir a pergunta: “Ainda precisamos usar camisinha?”. Afinal, como ambos já vivem com HIV, muitas pessoas pensam que o preservativo deixou de ser necessário.

Mas a resposta não é tão simples. Embora a camisinha possa não ser necessária para evitar a transmissão do HIV entre o casal, ela continua a ser uma importante forma de proteção contra outras infeções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis, gonorreia, clamídia e hepatites virais. infeções oportunistas

Quais são os riscos de não usar preservativo quando ambos vivem com HIV?

Reinfecção ou superinfecção pelo HIV

A reinfeção acontece quando uma pessoa que já vive com HIV tem relações sexuais sem proteção com outra pessoa seropositiva e acaba por contrair uma variante diferente do vírus. Isso é mais provável quando um dos parceiros, ou ambos, têm uma carga viral detetável.

Embora seja uma situação pouco comum, ela pode trazer alguns desafios, especialmente se a nova variante do HIV for resistente a determinados medicamentos.

Como a reinfeção acontece?

O HIV não é igual em todas as pessoas. Na verdade, existem diferentes tipos e subtipos do vírus. Por isso, duas pessoas que vivem com HIV podem estar infetadas por variantes diferentes.

Veja:  Sexo durante a menstruação: Entenda os Riscos e Como se proteger

Imagine que cada pessoa carrega uma “versão” diferente do HIV. Durante uma relação sexual sem proteção, uma dessas variantes pode ser transmitida para o outro parceiro, provocando a reinfeção.

Na maioria dos casos, isso não acontece com frequência. No entanto, quando ocorre, pode tornar o tratamento mais complicado, principalmente se a nova variante não responder bem aos medicamentos que a pessoa já utiliza.

Referências Bibliográficas

Veja:  Como Ocorre a Transmissão Vertical do HIV? Saiba Como Prevenir

Sobre o autor

Psicóloga clínica e Enfermeira geral | Website |  + posts

Saidate Ibraimo é psicóloga clínica, enfermeira geral e paramédica, com experiência na prestação de cuidados de saúde em diferentes contextos assistenciais. Ao longo da sua trajetória profissional, atuou em serviços de reanimação e cuidados intensivos, adquirindo sólidos conhecimentos no atendimento de pacientes em estado crítico.

Possui experiência em atendimento de emergência pré-hospitalar e transporte de pacientes, desempenhando funções que exigem rapidez, competência técnica e capacidade de tomada de decisões em situações de urgência. O seu trabalho é pautado pelo compromisso com a assistência humanizada, a promoção da saúde e o bem-estar dos pacientes.

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