Saúde Sexual

Como Ocorre a Transmissão Vertical do HIV? Saiba Como Prevenir

A transmissão vertical do hiv acontece quando uma mãe que vive com hiv passa o vírus para o bebê durante a gravidez, no parto ou durante a amamentação. No entanto, isso nem sempre acontece. CO tratamento adequado e os cuidados corretos ajudam a reduzir o risco de transmissão para níveis muito baixos.

Neste artigo, você vai entender o que é a transmissão vertical do hiv, como ela acontece e o que pode ser feito para prevenir e proteger a saúde do bebê.

Vias de transmissão vertical do HIV

Durante a gravidez

Durante a gravidez, o bebê fica protegido dentro do útero por uma estrutura chamada placenta, que normalmente funciona como uma barreira entre a mãe e o feto. Porém, em algumas situações, o HIV presente no sangue da mãe pode atravessar essa barreira e chegar até o bebê.

A chance disso acontecer depende principalmente da carga viral da mãe, ou seja, da quantidade de vírus HIV presente no organismo dela. Quanto maior a quantidade de vírus no sangue da mãe, maior é o risco de transmissão.

Apesar disso, Os estudos mostram que a transmissão durante a gravidez representa a forma menos comum entre as três vias, ocorrendo em cerca de 5% a 10% dos casos quando a mãe não utiliza tratamento antirretroviral.

Durante o parto

A transmissão vertical do HIV durante o parto é uma das formas mais comuns de o bebê ser infectado quando a mãe não recebe tratamento adequado. Isso acontece porque, durante o nascimento, o bebê pode entrar em contato com o sangue e as secreções da mãe que contêm o vírus.

Em alguns casos, os profissionais de saúde podem recomendar uma cesariana programada, especialmente quando essa opção oferece mais segurança para a mãe e o bebê.

Para reduzir esse risco, os profissionais de saúde procuram evitar que a bolsa fique rompida por muito tempo. Em alguns casos, também pode ser recomendada uma cesariana programada, especialmente quando ela oferece mais segurança para a mãe e o bebê.

Na Amamentação

Depois do parto, a amamentação também pode transmitir o HIV, já que o vírus pode estar presente no leite materno. Até hoje, não existe um método capaz de eliminar completamente o HIV do leite materno. Por isso, em países onde há acesso fácil à água potável e às fórmulas infantis, muitas autoridades de saúde recomendam que mães com HIV não amamentem, evitando assim o risco de transmissão.

Como reduzir o risco durante a amamentação?

Para reduzir o risco de transmissão do HIV durante a amamentação, é fundamental que a mãe continue o tratamento antirretroviral exatamente como foi prescrito, sem interromper ou esquecer as doses. Manter a carga viral controlada é uma das medidas mais importantes para proteger o bebê.

Se uma das mamas apresentar inchaço, dor, rachaduras, sangramento ou sinais de infecção, como mastite, a mãe deve interromper imediatamente a amamentação nessa mama e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

Enquanto a mãe estiver tratando a mama afetada e a outra mama estiver saudável, a amamentação pode continuar pela mama não afetada, conforme a orientação do profissional de saúde.

Fatores que aumentam o risco de transmissão

Algumas condições podem elevar o risco de transmissão do HIV da mãe para o bebê, entre elas:

  • Carga viral elevada;
  • Início tardio do tratamento durante a gravidez;
  • Baixa contagem de células CD4;
  • Doenças causadas pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis.
  • Vaginose bacteriana.

IMPORTANTE: No entanto, isso não significa que uma mulher vivendo com HIV não possa ter filhos ou amamentar. O risco de transmissão não é o mesmo para todas as gestantes e depende, principalmente, da carga viral, ou seja, da quantidade de HIV presente no organismo da mãe. Quando o tratamento antirretroviral controla a carga viral da mãe, ele reduz o risco de transmissão para o bebê durante a gravidez e o parto a níveis extremamente baixos.

Referências

Yolanda Pinto Kuntuela

A Dra. Yolanda Kuntuela é médica de Clínica Geral, com pós-graduação em Saúde Pública e formação complementar em Psicopatologia e Dependência Química, além de Gestão de Saúde Corporativa. Possui mais de oito anos de experiência clínica, atuando com dedicação na prestação de cuidados de saúde de qualidade e na promoção da saúde baseada em evidências. Ao longo da sua carreira, tem desenvolvido competências em saúde pública, medicina clínica e educação em saúde, com especial interesse na prevenção de doenças, redução de danos e melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Também possui certificações internacionais em redução de danos associados ao uso de drogas e avaliação ultrassonográfica da tuberculose associada ao HIV. A sua prática profissional é marcada pelo compromisso com um atendimento humanizado, atualização científica contínua e divulgação de informações de saúde confiáveis, contribuindo para a promoção do conhecimento e do bem-estar da população.

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