Antes de mais nada, é importante saber que o HIV não evolui da mesma forma em todas as pessoas. Em algumas, a infecção pode avançar mais rapidamente, enquanto em outras a progressão é mais lenta, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é seguido corretamente. Conhecer os estágios da infecção pelo HIV ajuda a entender como o vírus age no organismo e por que a prevenção e o tratamento são tão importantes.
Atualmente, ainda não existe uma cura para o HIV, mas o tratamento com medicamentos antirretrovirais (TARV) consegue controlar o vírus, impedir ou atrasar sua progressão e ajudar as pessoas vivendo com HIV a terem uma vida mais longa e saudável.
A infecção aguda é a primeira fase da infeção pelo HIV e costuma ocorrer entre 2 e 4 semanas após o contacto com o vírus, embora, em algumas pessoas, os sintomas possam aparecer até 6 semanas depois.
Nesta fase, algumas pessoas apresentam sintomas semelhantes aos da gripe, como:
É importante saber que nem todas as pessoas apresentam sintomas. Algumas têm apenas sinais muito leves ao ponto de passarem depsercebidas, enquanto outras podem sentir sintomas mais intensos. Em muitos casos, essas manifestações desaparecem espontaneamente após duas ou três semanas
Durante esta fase, o HIV multiplica-se rapidamente e ataca as células CD4, responsáveis pela defesa do organismo. Como resultado, a carga viral torna-se muito elevada, tornando este o período em que o risco de transmissão é maior. Ao mesmo tempo, o sistema imunitário começa a produzir anticorpos para combater o vírus, num processo chamado seroconversão.
Durante as primeiras semanas após a infeção, alguns testes do HIV podem apresentar resultado negativo porque o organismo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detetados. Este período é conhecido como janela imunológica.
Nesta fase, os sintomas semelhantes aos da gripe que podem ter surgido no início da infecção desaparecem, fazendo com que muitas pessoas acreditem que estão completamente saudáveis.
No entanto, mesmo sem apresentar sintomas, a pessoa ainda pode transmitir o HIV a outras pessoas, especialmente se não estiver em tratamento.
Apesar da ausência de sintomas, o HIV continua presente no organismo e continua a multiplicar-se, embora de forma mais lenta se comparado com a fase anterior. Enquanto isso, o vírus vai atacando gradualmente as células CD4, responsáveis por proteger o corpo contra infecções e outras doenças. Com o passar do tempo, a quantidade dessas células diminui, enfraquecendo o sistema imunitário.
Sem tratamento adequado, a infecção crónica pode durar cerca de 10 anos ou mais, antes de evoluir para a fase mais avançada da doença, conhecida como SIDA (AIDS). Em algumas pessoas, essa progressão pode acontecer mais rapidamente, dependendo da resposta do organismo e de outros fatores de saúde.
Nesta etapa, o vírus já causou danos significativos ao sistema imunitário, deixando o organismo muito mais vulnerável a infecções graves e a alguns tipos de cancro.
A SIDA é geralmente diagnosticada quando a contagem de células CD4 cai para menos de 200 células por milímetro cúbico de sangue (200 células/mm³). Também pode ser diagnosticada quando a pessoa desenvolve determinadas infecções oportunistas, mesmo que a contagem de CD4 seja superior a esse valor.
Nesta fase, os sintomas costumam ser mais intensos e persistentes, incluindo:
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