As infecções oportunistas no HIV continuam a ser uma das principais causas de complicações em pessoas que vivem com o vírus.
O risco é maior quando o HIV é diagnosticado numa fase avançada, quando o sistema imunológico está gravemente comprometido ou quando o tratamento antirretroviral é interrompido ou seguido de forma irregular.
Conhecer essas infecções e saber como preveni-las é fundamental para viver mais e melhor com HIV.
As infecções oportunistas são doenças que surgem quando o sistema de defesa do organismo está enfraquecido. Nas pessoas que vivem com HIV, isso pode acontecer quando o vírus não é tratado ou quando o tratamento não está a funcionar corretamente.
Essas infeções são chamadas de “oportunistas” porque aproveitam a oportunidade de um sistema imunitário mais fraco para causar doenças. Algumas das mais comuns são a tuberculose, a candidíase, a pneumonia e a meningite.
No entanto, elas ainda podem acontecer em algumas situações, como quando a pessoa não sabe que tem HIV, demora a iniciar o tratamento ou não toma os medicamentos regularmente. Por isso, fazer o teste de HIV, iniciar o tratamento o mais cedo possível e seguir corretamente a medicação são as melhores formas de prevenir essas infeções e viver com mais saúde.
Abaixo estão algumas das infecções oportunistas mais frequentes em pessoas que vivem com HIV.
A tuberculose é uma das principais causas de doença e morte entre pessoas com HIV em muitos países, especialmente em África. É causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e geralmente afeta os pulmões. No entanto, em pessoas com imunidade baixa, a bactéria pode espalhar-se para outras partes do corpo, incluindo o cérebro, os ossos e os gânglios linfáticos.
A coinfeção entre HIV e tuberculose é particularmente perigosa porque cada doença acelera a progressão da outra.
A candidíase é causada por fungos do género Candida, que normalmente vivem no corpo sem causar problemas. Quando o sistema imunitário está enfraquecido, esses fungos podem multiplicar-se e provocar infeções na boca, na garganta, no esófago e nos órgãos genitais.
Em algumas pessoas, episódios frequentes de candidíase podem ser um dos primeiros sinais de que a imunidade está comprometida.
Esta é uma infeção pulmonar causada pelo fungo Pneumocystis jirovecii. Antes da disponibilidade da terapia antirretroviral, era uma das complicações mais comuns da SIDA.
Sem tratamento, a infeção pode causar insuficiência respiratória e tornar-se fatal.
A toxoplasmose é causada pelo parasita Toxoplasma gondii. Muitas pessoas entram em contacto com este parasita durante a vida sem apresentar sintomas. Porém, quando o sistema imunitário está muito debilitado, o parasita pode reativar-se e atingir o cérebro.
Por afetar o sistema nervoso, esta é uma das infeções oportunistas mais graves associadas ao HIV avançado.
A salmonelose é uma infeção causada por bactérias do género Salmonella. Na maioria das pessoas, provoca apenas uma infeção intestinal temporária. Em pessoas com HIV, contudo, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea e causar uma infeção generalizada.
O vírus do herpes pode permanecer adormecido no organismo durante muitos anos. Quando a imunidade diminui, ele pode voltar a manifestar-se e causar feridas dolorosas na boca ou nos órgãos genitais.
Embora essas infecções possam ser graves, a maioria delas pode ser prevenida. O diagnóstico precoce do HIV, o início rápido da terapia antirretroviral e o acompanhamento médico regular ajudam a manter o sistema imunitário forte e reduzem significativamente o risco de desenvolver infecções oportunistas.
A melhor forma de prevenir as infecções oportunistas é manter o sistema imunitário forte. Para as pessoas que vivem com HIV, isso significa seguir corretamente a terapia antirretroviral (TARV) e fazer o acompanhamento médico regular.
No entanto, a prevenção não depende apenas dos medicamentos. Alguns cuidados no dia a dia também são importantes.
A TARV é a principal arma contra as infecções oportunistas. Interromper o tratamento ou tomar os medicamentos de forma irregular permite que o HIV volte a multiplicar-se e enfraqueça novamente as defesas do organismo.
As consultas de acompanhamento e os exames de rotina, especialmente a contagem de CD4 e a carga viral, ajudam a identificar se o sistema imunitário está enfraquecido e se existe maior risco de desenvolver alguma infeção.
Quando a contagem de CD4 está muito baixa, o médico pode recomendar medicamentos para prevenir determinadas infecções, como a pneumonia por Pneumocystis ou a toxoplasmose.
Algumas bactérias e parasitas podem ser transmitidos por água contaminada ou alimentos mal preparados. Para reduzir o risco:
Algumas doenças infecciosas podem ser prevenidas através da vacinação. O médico poderá indicar quais vacinas são seguras e recomendadas para cada pessoa, de acordo com o estado do sistema imunitário.
As fezes dos gatos podem conter um parasita chamado Toxoplasma gondii, responsável pela toxoplasmose. Pessoas com HIV e imunidade baixa devem evitar limpar caixas de areia dos gatos ou, se isso for necessário, usar luvas e lavar bem as mãos depois.
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