A disfunção erétil (DE) é uma condição clínica complexa que vai muito além de um simples “bloqueio mental”. Para os homens com dificuldades para manter a ereção, a falta de informação técnica pode levar ao isolamento e ao uso de tratamentos ineficazes
Estima-se que mais de 150 milhões de homens lidem com essa condição. Entender a fisiologia por trás do problema é o primeiro passo para um tratamento da disfunção erétil de sucesso. Abaixo, desmistificamos os 7 pontos centrais sobre a saúde sexual masculina.
Mito. Embora a prevalência aumente com o envelhecimento, a disfunção erétil em jovens é uma realidade crescente. Cerca de 50% dos homens entre 40 e 70 anos apresentam o problema, mas a incapacidade persistente nunca deve ser vista como “normal” da idade. O que muda é a fisiologia: ereções em homens mais velhos podem exigir mais estímulo tátil direto e ter um período refratário (tempo entre ereções) maior, mas a falha total indica uma patologia que precisa de investigação.
Mito. Na medicina moderna, as dificuldades para manter a ereção são vistas como um marcador biológico da saúde vascular. Como as artérias penianas são muito estreitas, elas costumam dar sinais de obstrução (aterosclerose) muito antes das artérias do coração. Portanto, a DE pode ser um sinal precoce de risco de infarto, diabetes tipo 2 ou AVC.
Mito. Historicamente, dizia-se que era “tudo na cabeça”. Hoje, sabemos que a vasta maioria dos casos de homens com dificuldades para manter a ereção possui uma base orgânica. Doenças crônicas (renais, hepáticas ou pulmonares), danos neurológicos e o uso de medicamentos como anti-histamínicos, antidepressivos e anti-hipertensivos são causas físicas frequentes que impedem o fluxo sanguíneo adequado.
Mito. O pênis é apenas a extremidade de um sistema multifatorial. Para uma ereção satisfatória, é necessária a interação perfeita entre o sistema nervoso central, níveis adequados de testosterona, integridade dos vasos sanguíneos e a liberação de óxido nítrico. Qualquer desequilíbrio hormonal ou neurológico pode resultar em dificuldades para manter a ereção, mesmo que o órgão em si esteja saudável.
Mito. O diagnóstico de disfunção erétil baseia-se na persistência. Episódios isolados de perda de rigidez são comuns e podem ser causados por fadiga, consumo excessivo de álcool ou estresse momentâneo. A preocupação e a busca por um tratamento para disfunção erétil devem ocorrer quando a falha se torna frequente e compromete a vida sexual do indivíduo por um período prolongado.
Mito. Este é um dos mitos que mais destrói relacionamentos. Embora problemas conjugais causem ansiedade, a maioria das dificuldades para manter a ereção tem raízes clínicas ou sistêmicas (como estresse laboral e exaustão física). É perfeitamente possível ter desejo e atração, mas não conseguir a resposta física devido a fatores vasculares ou químicos do organismo.
Mito. A farmacologia avançou muito com os inibidores da PDE5, mas o tratamento da disfunção erétil é multidisciplinar. Dependendo da causa, a solução pode passar por reposição hormonal monitorada, uso de dispositivos de vácuo, terapia focada em psicopatologias sexuais, mudanças no estilo de vida ou até intervenções cirúrgicas para implante de próteses em casos refratários.
As dificuldades para manter a ereção podem ser uma fonte de estresse tanto para o homem quanto para sua parceria. O passo mais importante é a comunicação e a busca por orientação profissional. Se você está enfrentando esses sintomas com frequência, não sofra em silêncio por vergonha.
Um check-up médico completo pode identificar a causa raiz, tratar possíveis doenças subjacentes e devolver a você a confiança necessária para uma vida sexual satisfatória. Lembre-se: cuidar da sua saúde sexual é, acima de tudo, cuidar da sua saúde geral.
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